Com uma linguagem leve e acessível, Murilo Dionisio desmistifica conceitos complexos e mostra como a engenharia e a ciência estão presentes no dia a dia.
Entender como as coisas funcionam sempre foi a grande paixão de Murilo Dionisio, aluno do curso de Engenharia Mecânica da Fundação Hermínio Ometto (FHO). Desde a infância, o hábito de desmontar e montar objetos para decifrar suas engrenagens já indicava a vocação para a área tecnológica. Dessa curiosidade, aliada ao desejo de aproximar a ciência do público em geral, nasceu o livro "A Física das Coisas Simples", que propõe uma reflexão fascinante sobre as tecnologias e fenômenos que nos cercam.
A ideia de escrever o livro surgiu ao notar o quanto o ensino tradicional da física pode afastar as pessoas devido ao excesso de fórmulas e jargões pesados. "Notei que a física costuma ser ensinada de um jeito pesado, cheia de conceitos que acabam afastando as pessoas. A ideia do livro surgiu justamente da vontade de pegar a ciência mais complexa do universo e traduzir para situações do dia a dia. Queria provar que a física não é um bicho de sete cabeças, é apenas o idioma que nosso mundo usa para funcionar corretamente", destaca o estudante.
Desenvolver a publicação exigiu um exercício intenso de escrita, didática e criatividade. Para tornar a leitura dinâmica, Murilo optou por remover a matemática complexa do texto principal, focando em analogias claras e explicativas sobre o funcionamento de tecnologias modernas, como a teoria da relatividade de Einstein e a transmissão de dados por fibra óptica em cabos submarinos.
"O maior desafio foi encontrar formas de traduzir conceitos técnicos em uma leitura leve. Tomei muito cuidado para não utilizar um texto excessivamente técnico e cortei a parte pesada da matemática. Ao final de cada capítulo, o objetivo era garantir que o leitor terminasse com aquela sensação de 'caramba, realmente faz sentido, como não tinha pensado nisso antes?'", conta Murilo.
Em "A Física das Coisas Simples", Murilo convida o leitor a uma verdadeira viagem pelas engrenagens da rotina. A obra responde a questionamentos práticos que passam despercebidos, como as razões pelas quais o sinal de Wi-Fi atravessa paredes de concreto, mas perde força em determinados ambientes da casa, ou como os sistemas de GPS dos smartphones se conectam com precisão a satélites no espaço.
Segundo o futuro engenheiro, a proposta principal é democratizar o conhecimento científico, servindo como uma fonte de curiosidade e apoio para leitores de todas as formações. "A principal mensagem que quero deixar é que o banal simplesmente não existe. Fomos anestesiados pela rotina a ponto de achar normal carregar um aparelho no bolso que se comunica com satélites no espaço ou acessar uma internet que cruza o fundo dos oceanos. Meu desejo é que as pessoas passem a olhar para o mundo de uma forma diferente, enxergando os 'truques' da natureza e da engenharia. Você não precisa ser um gênio da matemática para achar a física a coisa mais incrível do universo", conclui.

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