Entre os dias 12 e 14 de junho, os estudantes do 2º período do curso de Ciências Biológicas da FHO participaram de uma rica saída de campo à região do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. A atividade encerrou as vivências de campo do semestre e foi supervisionada pelos professores Diogenes Rafael de Camargo e Giuliano Grici Zacarin, unindo os conceitos vistos em sala de aula à prática profissional.
No período da manhã do primeiro dia, os estudantes visitaram a Cachoeira do Cerradão, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada em São Roque de Minas. No local, os alunos percorreram uma trilha com o objetivo de analisar as características da fitofisionomia do Cerradão, uma formação florestal que apresenta árvores mais altas, diferenciando-se das áreas mais abertas do bioma.
Já no período da tarde, o grupo seguiu para a Prainha do Rio São Francisco, onde foi realizada uma atividade prática de coleta e identificação de macroinvertebrados bentônicos. Durante a noite, os alunos participaram de uma palestra ministrada pelo geógrafo e guia Ezio, que abordou os aspectos gerais do Cerrado e as especificidades do Parque Nacional da Serra da Canastra.
No dia 13, acompanhados pelos professores e pelo guia Ezio, os estudantes visitaram o interior do Parque Nacional da Serra da Canastra. O cenário proporcionou uma verdadeira aula viva, onde os alunos puderam identificar e diferenciar diversas fitofisionomias in loco, tais como Campo Limpo, Campo Sujo, Campo Rupestre e Cerrado Stricto Sensu.
A fauna do parque também reservou momentos inesquecíveis. O grupo teve o privilégio de avistar animais emblemáticos da região, como o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus). O ponto alto do monitoramento foi o avistamento do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), uma das aves mais raras do mundo, criticamente ameaçada de extinção e que encontra refúgio nas águas cristalinas da Canastra.
Ainda no parque, os estudantes visitaram a histórica nascente do Rio São Francisco, conhecido como o "rio da integração nacional", e contemplaram a imponente Casca d'Anta, a maior queda livre d'água do Velho Chico, com seus quase 186 metros de altura.
Muito além da contemplação, a saída de campo teve como objetivo o aprendizado prático e a elaboração de trabalhos acadêmicos com temas pertinentes sobre o bioma Cerrado. Os projetos foram apresentados diretamente aos professores como atividade de encerramento da viagem.

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