Terça-Feira - 10 de março de 2026
FHO premia vencedores da 2ª Mostra de Projetos Interdisciplinares de Engenharia

A Fundação Hermínio Ometto (FHO) realizou a entrega dos troféus para os grupos de destaque da 2ª Mostra de Projetos Interdisciplinares (PI) da Engenharia no Campus Araras. Com o tema ''Tecnologias Assistivas'', o evento celebrou a conclusão de um ciclo de aprendizado, onde os alunos do segundo ano transformaram teorias de sala de aula em protótipos funcionais capazes de mudar a vida de pessoas com deficiência.

Ao todo, a mostra reuniu 150 alunos do Núcleo Comum das Engenharias e apresentou 35 projetos inovadores, que foram avaliados por uma banca técnica de 70 professores e receberam a visita de mais de 100 membros da comunidade externa e familiares.

O projeto nasceu dentro da disciplina de Inovação e Desenho Universal, com o objetivo de criar soluções que atendam ao maior número possível de pessoas. Segundo o orientador, Prof. Dr. Dawson Izola, a iniciativa desafia o aluno a olhar para o próximo. ''A proposta é que o aluno identifique uma demanda real, seja de um vizinho, amigo ou parente, e proponha uma solução tecnológica baseada em componentes eletrônicos e atuadores'', explica o professor.

Para Dawson, o resultado vai além da nota: ''Percebemos o aluno chegando com pouco conhecimento aplicado e saindo com um projeto funcionando. Já temos, inclusive, registros de patentes de projetos que podem realmente virar produtos de mercado''.

O Coordenador do Núcleo Geral de Engenharia, Prof. Me. William Douglas Paes Coelho, reforça o orgulho de ver o nível dos protótipos dos estudantes.''No PI, os alunos são desafiados a tirar a mão do papel e colocar a mão na massa, transformando as ideias em realidade. Para nós, é gratificante ver o amadurecimento deles e entregar esses troféus é celebrar a superação de todos, é ver que esses futuros engenheiros já estão criando tecnologia com impacto social real.''

Conheça os projetos vencedores

O ponto alto da premiação foi o reconhecimento dos projetos que se destacaram pela viabilidade técnica e, principalmente, pela empatia no desenvolvimento das soluções.

1º Lugar | Exoesqueleto de Mão

Voltado para a recuperação da autonomia, o exoesqueleto foi projetado para auxiliar pessoas com perda de força muscular, como vítimas de AVC ou com malformações, focando no uso cotidiano. ''Aprendemos muito além da engenharia; foi uma experiência social. Entendemos as problemáticas reais do público e trouxemos uma solução engenhosa. Vimos relatos de pessoas que perderam a força na mão e não conseguiram mais dirigir. Isso nos motivou a criar algo que tivesse aplicação real na vida das pessoas'', destacou uma das criadoras do projeto, Mirela da Costa, aluna de Engenharia de Produção.

Para a estudante de Engenharia Elétrica, Maria Elisa Jordão, a vitória coroou o esforço de integrar diferentes áreas em pouco tempo: ''O primeiro lugar é uma conquista, mas o mais legal foi ver a aplicação real. Ver que o projeto tem um propósito bom na vida das pessoas é o que nos deixa mais felizes.''

2º Lugar | Campainha Inteligente Inclusiva

Com foco na inclusão total, uma campainha sem fio foi desenvolvida para atender deficientes auditivos, visuais e pessoas acamadas. O sistema utiliza sinais luminosos, além de contar com uma pulseira vibratória e um controle remoto com alcance de 500 metros, facilitando a comunicação com cuidadores.''Nosso objetivo foi criar algo inclusivo e acessível. Durante a apresentação, recebemos feedbacks de pessoas que têm familiares com deficiência e viram ali uma solução real. Conciliar o projeto com as aulas é um desafio pesado, mas gratificante. Agora, o plano é evoluir o protótipo e adicionar até um visor'', conta José Geraldo Rocha, estudante de Engenharia Elétrica.

3º Lugar | Prótese de Mão Biônica

O projeto foca na reabilitação de pessoas que sofreram amputações ou possuem má-formação congênita. A mão biônica foi projetada para ser versátil, adaptando-se a diferentes casos clínicos e necessidades fisioterapêuticas.''Foi um período de muito aprendizado em áreas que ainda nem vimos a fundo no curso, como programação avançada. O diferencial é que a prótese pode ser ajustada para cada paciente. Esses projetos nos mostram, de forma quase inconsciente, o quanto evoluímos como futuros profissionais ao longo do semestre'', destaca o aluno Arthur Camilo, do curso de Engenharia de Produção.

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