No encerramento do último semestre, os alunos do curso de Ciências Biológicas da FHO participaram de uma experiência diferenciada na disciplina de História e Filosofia da Ciência. Com o tema ''Psicanálise, pseudociência?'', a aula transcendeu os livros didáticos ao receber um especialista para debater os limites do conhecimento científico e a importância do olhar crítico na formação acadêmica.
O evento, organizado pelo Prof. Diogenes Rafael de Camargo, teve como objetivo central provocar os estudantes a pensarem sobre o próprio ''fazer científico''. ''A ideia foi despertar o olhar crítico sobre o porquê determinadas áreas são classificadas como pseudociência e quem define esses critérios. Refletimos sobre o método científico desde o século XVII e as possibilidades de classificar práticas que não obedecem rigorosamente a esse método de um modo menos pejorativo'', explicou o docente.
O convidado para mediar essa conversa foi Renato Luis Bertin, biólogo, psicanalista, hipnólogo e também aluno de Psicologia da FHO. Bertin trouxe uma perspectiva integrada sobre como a Psicanálise se encaixa nos debates epistemológicos atuais. Para ele, discutir o legado de Freud em uma aula de Biologia ajuda a compreender que teorias científicas emergem de contextos culturais específicos. ''A Psicanálise mostra que nem todas as explicações seguem modelos estritamente experimentais. Discutir sua relação com a ciência auxilia a cultivar sensibilidade para os aspectos subjetivos que permeiam toda produção científica'', destacou o profissional.
A experiência foi recebida com entusiasmo pelos estudantes e a interação foi o ponto alto do encontro. Para o aluno Nicolas Miller, a oportunidade de receber um profissional que pratica o que foi abordado na teoria ajuda a quebrar a rotina da sala de aula e estimula o pensamento ''fora da caixa''. ''Receber quem realmente 'põe a mão na massa' mostra coisas que não pegaríamos só com a teoria. É uma experiência que estimula a pensar além e que pretendo levar para minha futura carreira como professor.'', afirmou o estudante.
A visão foi compartilhada pela aluna Júlia Donderi, que ressaltou o papel da empatia e do respeito profissional na formação acadêmica: ''Seria arrogância de nós, futuros profissionais, achar que existe apenas uma perspectiva para explicar os fenômenos da vida. Quando entramos em contato com um conhecimento diferente, ampliamos nosso campo de visão.''
Além do debate sobre a Psicanálise, a aula também abordou a importância e os limites das Práticas Integrativas e Complementares (PICs), reforçando o compromisso do curso de Biologia da FHO em formar profissionais com visão ampla, respeitosa e profundamente embasada na ética e na história do conhecimento humano.

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