Segunda-Feira - 07 de fevereiro de 2022
Semesp debaterá em webinar on-line o modelo de autoavaliação do ensino superior adotado na Colômbia

Evento se insere no processo que resultou no projeto-piloto da entidade, que será implantado a partir deste ano por 11 IES de várias regiões do país, entre elas, a FHO.

O Semesp realizará nesta quarta-feira, dia 9 de fevereiro, às 11 horas, o webinar on-line ''O Sistema de Avaliação da Colômbia'', sobre o processo de autoavaliação utilizado pelas instituições de educação superior daquele país. O tema é uma das bandeiras do setor de ensino superior no Brasil e o evento se insere no processo que resultou no projeto-piloto de autoavaliação que será implantado pelo Semesp, a partir de abril deste ano, em parceria com 11 IES de várias regiões do país, entre elas, a Fundação Hermínio Ometto (FHO).

O webinar contará com a participação de Jose Maximiliano Gómez, vice-ministro de Educação da Colômbia, e o objetivo do evento será compartilhar informações sobre o modelo de autoavaliação adotado pelas IES colombianas e avaliar os benefícios que a prática trouxe para aquele país, e que o Semesp pretende que sejam replicados com a implantação do projeto-piloto pelas 11 IES brasileiras. O webinar on-line é gratuito e será realizado via plataforma Zoom, por meio de inscrição neste link.

O projeto-piloto do Semesp

O projeto-piloto de autoavaliação desenvolvido pelo Semesp, e que foi lançado oficialmente em outubro de 2021, durante o Fórum Nacional do Ensino superior Particular (FNESP), será implantado em 11 instituições de ensino superior que representam a diversidade do sistema em termos de porte, organização acadêmica e localização geográfica.

As 11 IES participantes promoverão, durante um ciclo avaliativo de um ano, uma reflexão sobre seus objetivos, modos de atuação e resultados obtidos em cinco áreas de avaliação institucional que contemplam as 10 dimensões avaliativas do Sinaes, por meio de uma metodologia de análise que considera suas missões, especificidades, diferenças de contexto e assimetrias geográficas, sociais e culturais, levando a resultados que valorizem esses diferentes aspectos.

As instituições que participam da implantação do projeto são: União das Faculdades Francanas (Unifran); Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa); Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (FHO); Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB); Factum Faculdade e Escola Técnica, de Porto Alegre; Instituto Mauá de Tecnologia; Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA); Centro Universitário Eniac; Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos (UNIFEOB); e Faculdades Integradas Espírito Santenses (Faesa).

''A autoavaliação institucional constitui um elemento fundamental para a busca da excelência dos processos e projetos desenvolvidos por uma IES, e deve atender principalmente aos próprios objetivos da IES de buscar seu aprimoramento'', afirma a presidente do Semesp, Lúcia Teixeira. Ela ressalta que ''nos países em que a educação acadêmica apresenta os melhores resultados, a autoavaliação é valorizada porque, além de levar em conta as características, especificidades e potencialidades de cada instituição, e sua relevância para a comunidade, a prática gera indicadores importantes para estimar a qualidade das IES e dos cursos, por envolver desde alunos, docentes e o corpo técnico-administrativo, até a comunidade do seu entorno''.

O projeto-piloto foi elaborado por um grupo de trabalho ao longo de 2021, e aprimorado por reitores, pró-reitores e responsáveis pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) das 11 instituições participantes, para permitir que sua implantação obedeça aos objetivos estabelecidos, mas com flexibilidade e autonomia para que cada IES desenvolva seus próprios indicadores.

''Considerando que não existe um modelo de avaliação que se aplique a todos os contextos, será importante medir o desempenho de acordo com a missão e os objetivos da IES, e os indicadores utilizados para avaliar seu desempenho devem levar em conta o contexto socioeconômico e cultural em seu contexto mais amplo'', explica o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Ele ressalta que a demanda pela adoção de um novo modelo de processo avaliativo tem estado presente em várias sugestões de políticas públicas formuladas pelo Semesp, como o documento Diretrizes de Política Pública para o Ensino Superior Brasileiro, produzido em 2017, e que teve uma edição ampliada em 2018. ''Desta vez a autoavaliação tornou-se foco específico de um projeto com o qual o Semesp busca retomar as proposições e os princípios desenvolvidos originalmente pelo Sinaes para fortalecer o processo de autoavaliação institucional das IES, tendo por base parâmetros que considerem sua autonomia, governança e responsabilidade, a partir de sua identidade, seu planejamento, e sua inovação e criatividade, em substituição aos instrumentos de avaliação de modelo único adotados atualmente'', diz Capelato.

O diretor de Inovação Acadêmica e Redes de Cooperação do Semesp, Fabio Reis, que coordenou o desenvolvimento do projeto-piloto com as IES participantes, ressalta que ''o foco estará principalmente nos processos, para permitir analisar as políticas e mecanismos pelos quais a instituição está organizada e sua capacidade de aplicá-los de forma consistente e sistemática em diferentes níveis''. Mas, segundo ele, ''a autoavaliação deverá se preocupar também com a eficácia, para identificar a relação entre os propósitos visados e os resultados alcançados, e lhes permitir avançar de forma constante na direção de seus objetivos'', conclui o diretor.

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