Informações do projeto
Objetivo
Realizar acolhimento a pessoas de diversas faixas etárias e contextos socioculturais;
Realizar atendimentos psicológicos domiciliares a pessoas vinculadas ao Programa Melhor em
Casa;
Desenvolver ações de promoção, prevenção e recuperação de saúde;
Desenvolver projetos e ações psicoeducativas junto à comunidade e ao equipamento de saúde ¿
Programa Melhor em Casa;
Participar de trabalho junto à equipe multiprofissional do equipamento de saúde;
Elaborar relatórios e comunicações científicas que discutam publicamente o desenvolvimento dos
processos realizados.
Ações realizadas
Conhecer o programa Melhor em Casa do Município, caracterizando o espaço físico e humano do programa para melhor definir os planos de ação.
Atuar de acordo com a proposta de Clínica Ampliada (desenvolver/ planejar projetos de intervenção)
Direcionar as ações para o usuário (paciente), sua família, o cuidador e a própria equipe de saúde, a partir do raciocínio crítico sobre a atuação do psicólogo no campo da atenção domiciliar.
Promover conforto no atendimento em casa ao paciente (humanizar as práticas).
Aumentar a autonomia do paciente (respeitando sua individualidade e promovendo seu protagonismo no processo de adoecimento).
Orientar e capacitar os cuidadores.
Promover troca de experiências entre a família e cuidador (empoderar o cuidador nas relações com as demais pessoas da família, no sentido de promover melhorias nas condições de vida).
Conduzir passo a passo o diagnóstico diferencial (considerando o contexto para propor as intervenções).
Oferecer um espaço de escuta para a equipe, no intuito de auxiliar nos atendimentos e na relação interpessoal.
Promover discussão dos casos atendidos.
Acompanhar as intervenções propostas e avaliar sua eficácia.
Participar de reuniões com demais equipes de saúde que atendam o público envolvido.
Atender em Rede (acompanhamento e encaminhamento dos casos).
Entrar em contato com os equipamentos e profissionais em caso de encaminhamento.
Acompanhar os pacientes em consultas, se for necessário.
Análise
O motivo gerador da ação de estágio está relacionado à necessidade de garantir o acesso ao cuidado psicológico a pessoas com dificuldades de locomoção, atendidas pelo Programa Melhor em Casa do município de Araras, vinculado às políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa tem como objetivo promover a atenção integral à saúde por meio de atendimentos domiciliares, priorizando a humanização do cuidado, a desospitalização e a melhoria da qualidade de vida dos usuários e de seus familiares.
Nesse contexto, a atuação do psicólogo mostra-se fundamental, considerando os impactos emocionais, subjetivos e relacionais decorrentes do processo de adoecimento, das limitações físicas e das mudanças na dinâmica familiar. O atendimento psicológico domiciliar possibilita acolher o usuário em seu próprio território, respeitando sua singularidade, história de vida e contexto sociocultural, além de favorecer a criação de vínculo e adesão às intervenções propostas.
A ação do estágio fundamenta-se nos princípios da Clínica Ampliada, direcionando o cuidado não apenas ao paciente, mas também à família, ao cuidador e à equipe de saúde. As atividades desenvolvidas envolvem acolhimento, atendimentos psicológicos domiciliares, ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde, bem como projetos psicoeducativos junto à comunidade e ao equipamento de saúde. Tais ações contribuem para o fortalecimento da autonomia do paciente, para a humanização das práticas e para a orientação e capacitação dos cuidadores.
Resultado
Os resultados obtidos a partir das ações desenvolvidas no estágio no Programa Melhor em Casa evidenciaram a ampliação do acesso ao cuidado psicológico para usuários com dificuldades de locomoção, possibilitando acolhimento qualificado e intervenções realizadas no próprio domicílio. Observou-se fortalecimento do vínculo entre profissional, usuário e família, maior adesão aos atendimentos e melhora na expressão emocional dos pacientes. As ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde contribuíram para a redução de sofrimento psíquico, para o aumento da autonomia do usuário e para o reconhecimento de seu protagonismo no processo de cuidado, respeitando suas singularidades e contexto sociocultural.
Além disso, os resultados também se refletiram no fortalecimento do trabalho em equipe multiprofissional e no cuidado em rede. A orientação e capacitação dos cuidadores favoreceram a diminuição da sobrecarga emocional e a melhoria na qualidade do cuidado prestado. A participação em discussões de casos, reuniões e articulações com outros equipamentos de saúde possibilitou intervenções mais integradas e eficazes. A elaboração de relatórios e registros técnicos contribuiu para a sistematização das práticas realizadas, permitindo avaliação contínua das intervenções e o aprimoramento das ações no âmbito da atenção domiciliar.




