Informações do projeto
Objetivo
- Garantir a oportunidade de o futuro psicólogo entrar em contato com a realidade social e de trabalho do Conselho Tutelar, oferecendo diversos níveis de intervenção.
- Instrumentalizar o aluno para agir com uma atitude científica, uma postura ética, crítica e comprometida com o desenvolvimento da cidadania como um direito de todos.
- Discutir a função e papel do psicólogo enquanto agente de mudanças e sua responsabilidade social.
- Compreender o psicólogo como um profissional, também das áreas da saúde e da educação, com responsabilidades na criação e garantia das políticas públicas e com atuação voltada às necessidades da comunidade e ao desenvolvimento da cidadania.
- Apropriar-se do conhecimento dos direitos das crianças e adolescentes brasileiros e suas implicações, seus princípios norteadores, sua aplicabilidade.
- Reconhecer a influência dos aspectos econômicos e sociais dos problemas enfrentados na realidade brasileira e conseqüentemente os limites da ação do psicólogo diante de determinados problemas.
Ações realizadas
- Realização de atendimentos psicológicos (avaliação psicológica e/ou plantão psicológico) das crianças, adolescentes e famílias encaminhados pelo Conselho Tutelar de Araras, com o objetivo principal de avaliar a saúde psicológica dos mesmos, e identificar os direitos que estão sob ameaça ou violação, a fim de sugerir ações necessárias para garantir os direitos da criança, do adolescente e da família e do seu desenvolvimento saudável.
- Discussões de caso com o Conselho Tutelar, para avaliar os serviços e políticas disponíveis no município adequados para preservar os princípios do ECA.
- Oferecimento, aos Conselheiros, de um espaço para discussão e solução dos problemas que enfrentam e de refletir sobre sua ação e suas relações com o contexto social, econômico e político do país.
- Visitas domiciliares e institucionais, para compreender a criança/adolescente sob diferentes perspectivas.
Análise
O Conselho Tutelar, embora um importante canal de atendimento aos direitos sociais, demonstra a necessidade urgente da articulação das diversas instâncias sociais envolvidas no direito à cidadania. Sem essa articulação, o Estatuto da Crianças e do Adolescente (ECA) corre o risco de se transformar em um instrumento ineficaz na luta pelos direitos da infância e da adolescência no Brasil. Considerando que o Conselho Tutelar assume um lugar de destaque no que se refere aos encaminhamentos de crianças e adolescentes que sofram algum tipo que violação de direitos, entende-se que o profissional que atua diretamente nesse órgão precisa ser ouvido já que nem sempre o Conselheiro tem formação acadêmica e/ou profissional que atenda às necessidades de seu exercício profissional ou mesmo que tenha, nem sempre ela é suficiente. Ou seja, precisa de um suporte, que permita uma reflexão de suas responsabilidades e ações. Além disso, sabe-se que o trabalho de um Conselheiro não pode estar isolado das demais camadas da sociedade civil apesar de quase sempre assim o parecer e a universidade é uma esfera da sociedade que deve se comprometer com as questões de sua comunidade local e regional. Reconhecendo tanto as limitações como as capacidades de um profissional de Psicologia é que este projeto de estágio elaborar uma proposta de intervenção contextualizada e eficaz em parceria com o Conselho Tutelar de Araras.
Resultado
Este ano, o estágio conseguiu desenvolver os plantões psicológicos no Conselho Tutelar, um avanço para a parceira e um sinal de confiança no trabalho desenvolvido. Mais casos de violência sexual apareceram - um sinal de que o trabalho tem surtido efeito e as pessoas têm procurado mais o CT/Serviço de Psicologia.
Cada um dos 9 estagiários atendeu, em média 3 crianças (e seus pais), em 6 atendimentos casa. No plantão, foram aproximadamente 10 atendimentos (crianças e seus pais)por estagiário, com dois contatos.




